A versão politizada da história do #ForaSarney está no meu blog com o título Fora Sarney: um grito desajeitado, acho que aqui não é lugar para mobilizações politicas.
Aqui no Twitcast o vou me concentrar em resumir a longa história.
Depois que dezenas de milhares de pessoas se mobilizaram e colocaram a hashtag #chupa nos trending topics do Twitter brincando com o Aston Kutcher e os mesmos e outros tantos terem aproveitado o embalo para colocar também a hashtag #forasarney lá um grupo de seis artistas (Marcos Mion, Junior Lima, Bruno Gagliasso, Marco Luque, Rodrigo Vesgo, Pedro Tourinho e Felipe Solari ou não já que podem ser fakes) resolveram espalhar que eles eram os responsáveis por isso.
Ok, não é uma história tão longa…
Para piorar, sabendo ao menos que o #chupa chegou aos trending topics graças à adesão do Kutcher, decidiram implorar ao ator que os retuitassem, seguissem e até fizeram um jabá, está tudo no vídeo que o @Cardoso fez:
Assim como a história toda do #foraSarney começou na twittosfera à partir de um tuite que dizia ser uma vergonha ser brasileiro por causa do Sarney agora tem gente dizendo que se envergonham de ser brasileiros por causa da desastrosa atuação “política” desse grupo (será que depois do Kutcher iam pedir a Obama que invadisse o Brasil?).
Pois tenho apenas uma opinião política a dar: Sarney não representa o Brasil, esses artistas não representam o Brasil, nem mesmo pessoas muito mais sábias e politizadas representam nosso país. Nós representamos! Nossas vozes individuais que se somam seja para brincar com um ator estrangeiro, seja para um grito tímido por um #governolimpo.
Além da opinião tenho uma sugestão de humildade: tuiteiros ou mesmo os 65 milhões de internautas brasileiros espalhados em pequenos grupos de dez ou cem mil pessoas também não são a voz do nosso povo. Nossas urnas são a expressão dessa voz e a Internet será um dia quando soubermos nos reunir eficientemente através dela.





30 de June de 2009 em 10:24
Concordo plenamente com sua opnião !! #vergonhaalheia total. Fix um posto no meu blog ontem sobre isso e hj atualizei com o vídeo, ai vi que vc tinha feito o post tb e coloquei um trecho deste post no meu blog, devidamente referenciado, obvio!!
Abraço pra galera twitcast!
@idegasperi
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30 de June de 2009 em 11:11
Acho que encontrei o primeiro #chupa (se é que isso importa) foi de @Alinelii às 17h06
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30 de June de 2009 em 16:39
Nossa, que V. A.
Precisou o Ashton Kutcher, o KELSO, para dar lição de como fazer um país… Meodeos…
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30 de June de 2009 em 23:49
Batendo papo com meu único amigo que defende o @twpirata percebi que tem gente achando que eles realmente foram responsáveis pela entrada do #chupa e do #forasarney no trending topics e que com isso “passaram a mão na bunda de meia twitosfera”.
Vamos lá…
Primeiro: colocar qq coisa no TT me parece totalmente irrelevante, principalmente se isso foi feito com posts vazios de conteúdo. E mais ainda pelo fato do Twitter não ter qualquer relevância estatísticamente falando.
Quem colocou o #chupa lá foi o @aplusk.
O perfil fake @christianprior faz questão de dizer que lançou o #chupa, mas ele só se juntou à galera meia hora depois. Ou seja, tolice de microcelebridade querendo se achar a voz das massas.
Até prova em contrário o @twpirata não teve influência decisiva na colocação do #forasarney lá. Esse é um movimento que vem tomando corpo há mais de 10 dias.
O @twpirata pleiteia através de pelo menos um artigo na Folha assinado por Marina Lang os méritos por essas ações.
A importância política disso tudo? Zero.
Várias microcelebridades (do grupinho de 15 ou 20) ficaram com invejinha (o que me diz @cardoso?) porque não conseguiram nem emplacar trending topics e nem ter a idéia de roubar os méritos? É bem provável, mas elas não tem relevância. As coisas mais interessantes do Twitter continuam acontecendo à revelia delas.
Tudo isso, como já disse, é uma grande besteira e temos nos comportado como um bando de papagaios que não sabem o que fazer quando a hashtag chega ao topo do TT? Com certeza!
O fato é que algumas pessoas estão sedentas por voz! Elas querem ser ouvidas AGORA! E atingir o TT é pelo menos um placebo. Sei de muita gente politizada e participativa que fez tuites vazios somente com #sarney. Evitei fazer isso… Mas quem sou eu para dizer qual é o jeito certo?
Talvez no futuro os TT se mostrem uma forma de panelada ou de clamor popular (no dia que tivermos quase 100% dos brasileiros no Twitter ou algo parecido).
Por hora acho irrelevante e creio que o melhor seria chegar aos TT porque realmente estamos debatendo o tema, trocando links para posts, notícias, para o @trbrasil, relembrando o Xô Sarney de 2006.
Apesar disso acho o movimento bom pois ao menos é um passo em direção à preocupação e engajamento político.
Só gostaria que a gente desse passos mais largos…
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4 de July de 2009 em 18:43
Já que ninguém advogou aqui em defesa do grupo @twpirata vou mudar de papel
A questão é que o Twitter, como qualquer outro lugar, abriga uma infinidade de grupos.
No mundo físico os grupos são separados pelo horário, no mundo digital pelas redes de contatos.
Os primeiros a chegar nos lugares se sentem meio donos de lá, mas não são.
Algumas esferas dentro do Twitter se acham no direito de dizer como os outros devem agir:
Twitter não é chat
Comprar seguidores é errado
Esmolar seguidores é errado
Não responder quem fala com você é falta de educação
E várias lista de netqueta ou twitqueta.
Isso tudo é tolice, cada micro-esfera social dentro do Twitter cria e segue suas próprias regras. Qualquer dia falarei sobre isso no Meme de Carbono.
O grupo de famosos entrou e, humildemente, procurou os assuntos que estavam movimentando a maior parte das pessoas que frequentam o lugar.
Aproveitando-se de serem seguidos por muita gente que os conhece da TV (um deles tem mais de 80 mil seguidores – #chupa isso tuiteiros “importantes”) convidaram os seus seguidores (gente que muitas vezes não participa ativamente da comunidade e entram ali mais para ver o que seus ídolos estão fazendo) a se juntar aos mais ativos repetindo o #chupa e o #forasarney.
É capaz, graças a eles, que muita gente que não falava no Twitter passe a usá-lo mais ativamente.
Se eles acham que as palavras chave só chegaram aos trending topics graças a eles ou se isso é exagero de jornalistas mal diplomados não importa. Também não importa se entrar nos TT é uma manifestação de cidadania ou se é mera arruaça.
A questão é que os caras estão tateando os comportamento online como todos nós e tem o mesmo direito que qualquer microcelebridade de fazer suas experiências.
No final das contas eles realmente devem ter feito mais pelo Twitter em dois dias do que 10 das maiores microcelebridades fizeram em mais de um ano.
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