Que o Twitter inovou o modo de nos comunicarmos e de conhecer pessoas, até a revista TIME já falou. Para nós blogueiros já ficou comum ouvir que uma manifestação foi combinada no blog “tal”, mais conhecida como Flash mob, uma pequena manifestação em prol de alguma coisa. Mas o Irã está indo além.
Nas eleições deste ano, Mahmoud Ahmadinejad disputava a reeleição e Mir Hossein Mousavi era o favorito do país. Da madrugada à manhã de sábado (13/06), a população Iraniana (+-70.000.000 de habitantes, sendo +-35.000.000 entre os 25 anos de idade) ficou sabendo que 62, 63% dos votos eram a favor de Ahmadinejad. Antes da divulgação do nome do novo presidente, Iranianos viram que o antes livre acesso a blogs, Facebook, YouTube e outros sites, fora bloqueado. E também os jornais que se opunham ao presidente eleito foram censurados. Uma forte suspeita de fraude na contagem dos votos era sentida pela população, especialmente por aproximadamente 700.000 blogueiros que ali existem. Mas como manifestá-la? É aí que o Twitter se encaixa.
Um dos poucos sites de relacionamento até então com livre acesso é o nosso amigo Twitter. Várias mobilizações estão sendo organizadas pela tag #iranelection, e também informações sobre o andamento delas. É a oportunidade de rasgar a cortina que cobre informações importantes, imposta pelo governo, e ver o que realmente está acontecendo. Claro, não sejamos ingênuos de acreditar em todas as mensagens ali publicadas, cabe a cada usuário separar o joio do trigo, por assim dizer. Mousavi já pediu a anulação das eleições para os responsáveis, mas as manifestações continuam.
Há quem, em solidariedade aos amigos blogueiros iranianos, tenha modificado o avatar do Twitter para tons de verde, cor da campanha de Mousavi e também o símbolo da esperança. Se quiser fazê-lo, neste link você encontra como.
Este post não tem nenhuma pretenção de dizer quem está certo ou errado nesta disputa política, mas sim estamos todos interessados na verdade e na importância do Twitter na busca dela. Você pode encontrar mais informações seguindo @Change_for_iran, no Flickr, no redit e no redit.tv. Fica a dica e a lição de como nós brasileiros podemos usar as ferramentas que temos livre acesso.
Veja o vídeo Iran: A Nation of Bloggers para entender a importância da informática na revolução da informação no Irã.




18 de June de 2009 em 21:53
Very good! Congrats…
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@Rafagoom Resposta:
June 19th, 2009 at 01:11
Obrigado =)
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19 de June de 2009 em 00:22
Acho profundamente emocionante quando as pessoas usam o poder de propagação da Internet para unir suas vozes em torno de uma causa comum e não em questões pessoais.
Aqui no Brasil temos um bocado a aprender sobre isso. Há muito que consertar em nosso país e podemos fazer menos #pillowfightdays e mais #meganao. Felizmente acho que temos ido por esse caminho! Tem acompanhado a história da USP?
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@Rafagoom Resposta:
June 19th, 2009 at 01:11
Sim, acompanhei pelo Twitter e por alguns blogs. Só que algumas notícias estavam desencontradas e infelizmente me perdi.
É como você disse, menos #pillowfightdays e mais #meganão! Cada coisa em seu tempo =)
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26 de June de 2009 em 12:48
Tomara que isso vire moda. É importante para uma sociedade ter acesso a uma ferramenta que facilite a troca de ideias. Hoje, estive acompanhando um pouco das mensagens do @marcelotas sobre a passeata contra Sarney, em São Luís, já que na Sarneylândia não se publica nada contra a família. Porém, a morte do astro pop ofuscou de certa maneira a divulgação.
Mas esse é o caminho!
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16 de January de 2010 em 19:41
Quanto ao uso do Twitter na política,possa afirmar por experiencia em coordenção de varias campanhas eleitorais de candidaturas proporcionais,que a velha forma de fazer política.está em via de extinção.Me dedico em investigar esse novo paradigma,com o objetivo de criar métodologias para a utilização dessas ferramentas tecnológicas,em particular o twitter,em campanhas eleitorais.Nós que conhecemos por vivência íntima as campanhas eleitorais, sabemos quem não se atualizar,passará a ser um mero indigente político.Precisamos adaptar tudo que se diz respeito às mídias sociais,pois não replicaremos ainda nesse pleito o modelo da campanha de Obama,pois ainda há,por parte dos eleitores brasileiros, muita restrição em relação a política e seu envolvimento na internet.Como se trata de algo novo temos que jogar as idéias na parede e a que colar utilizamos.
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